2 de dezembro de 2022

Troll

Troll (Noruega, 2022)

Diret Roar Uthaug
Com Ine Marie Wilmann, Kim Falck, Gard B. Eidsvold, Mads Sjogard Petersen, Karoline Garvang, Fridtjov Saheim.

Troll

Trollizilla. Divertida fantasia de um diretor especialista em produções com efeitos especiais. Troll faz lembrar imediatamente de Troll Hunter, mas infelizmente não tem a dinâmica ou o clima de farsa macabra dele. Comparações à parte, é um filme bem consistente que encanta especialmente por sua qualidade técnica, pelos efeitos e foto excelentes. A história banal é sobre escavações de construção de uma ferrovia em montanhas norueguesas, que desenterra um gigantesco troll. A criatura se dirige a Oslo e Nora, uma arqueóloga em trabalho nas montanhas, é colocada na equipe de socorro. Folclore e racionalidade precisam se equilibrar na solução do problema quando Nora reata relações com seu pai, um folclorista excêntrico que parece ser o único a acreditar na existência da criatura ancestral.

Com um roteiro sem muita imaginação, Troll fica parecendo um daqueles filmes de monstro da década de 50 pela simplicidade de situações. O problema maior é que as justificativas, as soluções, as motivações e curvas de ascensão dramática ficam perdidas pelo filme que parece não ter muita coisa para narrar. E mesmo a clássica situação do monstro que invade a cidade, acaba não promovendo a destruição que se espera. Pior ainda é a criatura ficar entre a simpatia e vilania na percepção do espectador... Mas mesmo considerando todos seus tropeços e falhas, Troll se garante pela fantasia descompromissada e momentos que resvalam no humor como única justificativa de incorporação. Por exemplo, a jovem geek que trabalha na segurança, o gigante que se confunde com a paisagem rochosa e não é avistado nas buscas, as óbvias relações com King Kong ou Godzilla na chegada a Oslo, as descaradas apelações como o discurso de cunho heroico aos soldados e um final que sugere mais trolls para uma possível sequência, tudo lançado na maior indulgência cara-de-pau. Perdoando algumas partes e apreciando outras, dá para se divertir em modo ligeiro com a ótima produção e torcer por uma sequência melhorzinha. 

• Melhor cena: abrindo o olho atrás de Nora!
• Destruição que queríamos: perseguindo Nora na ponte!
• Aflição: Nora arremessada fora do veículo!
• Confira o slasher Fritt Wilt do mesmo diretor!

Expectativa 😈😈       Realidade 😈😈😈

Troll
𝅘𝅥𝅮 Tro-ol, bom motivo pra ser criança... 𝅘𝅥𝅮


Então a "sequência melhorzinha" acabou não acontecendo e ficou só na sequência corriqueira. Diretor e atriz voltaram em 2025 nesta aventura que faz um belo repeteco da qualidade técnica do filme anterior, mas peca pela falta de novidades. Se antes não havia muita definição entre heroísmo e vilania da criatura, agora temos dois trolls em luta! Quando uma criatura aprisionada em um gigantesco bunker escapa, autoridades são acionadas e volta à cena a arqueóloga Nora, cujos saberes oscilam entre a ciência e o folclore. Nora consegue reanimar um troll, adormecido em uma armadilha nas montanhas, e o emprega no socorro e segurança da região. Assim, good troll e bad troll se enfrentarão nos belos cenários montanhosos cobertos de neve. Um show visual em cada cena e cada efeito, mas pena que tenha ainda menos consistência que o primeiro filme. 

Expectativa 😈😈        Realidade 😈😈

Troll 2
Trollando o expectador.


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