4 de maio de 2017

A Autópsia

The Autopsy of Jane Doe (ING, EUA, 2016)

Diret Andre Ovredal
Com Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Levbond.

A Autópsia

Meu corpo, minhas regras! Grande suspense do diretor norueguês Andre Ovredal, que já havia feito o divertido Troll Hunter na linha dos found footage e confirma seu talento neste inventivo Autopsy of Jane Doe. A maior surpresa é mesmo a sutileza com que o filme é conduzido, especialmente na primeira parte que tem um fascínio próprio e raramente visto no terror contemporâneo. O detalhismo e o cuidado narrativo destacam o filme como um dos grandes de seu período.

Pai e filho legistas estão encerrando seu dia de serviço quando recebem um corpo de uma jovem sem identificação (por isso ela é a Jane Doe, feminino de John Doe) para descobrir a causa da morte. E as descobertas escapam gradativamente do terreno do biológico para surpresa dos médicos. Como Jane Doe tem tantas marcas e lesões internas se externamente seu corpo está em perfeita condição? Agora, imagine o clima, com as descobertas da dupla em um necrotério situado nos porões de sua casa, durante o turno noturno e na mesma hora que vem uma tempestade! O filme então explora esse confinamento sem trégua em um grande trabalho em construção atmosférica. 

É questionável que a segunda parte entre para o convencional do suspense/terror, mas o clima de expectativa e ameaça criado sem a habitual histeria já conta muito a favor do filme e do diretor. É questionável que algumas situações e surpresas pareçam forçadas e muito convencionais, mas o roteiro se encarrega de justificá-las e ajustá-las ao final em um conjunto muito bem arquitetado. Assim, a narrativa sustenta o interesse com relação a todas as dúvidas levantadas desde a abertura até o encerramento full circle!
Enfim, Autopsy of Jane Doe é uma ótima surpresa e um dos bons filmes do terror contemporâneo.

Expectativa 😈😈     Realidade 😈😈😈😈

A Autópsia

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